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terça-feira, maio 01, 2007

Neura tipicamente feminina

Você e seu colega de trabalho pegam carona com o patrão-mor. Não precisa rachar gasolina, o esquema é ótimo. Uma economia de uns 50 reais se fosse pra ir e voltar, fora o ar-condicionado e a rapidez. Voltando à carona. O carro, novo. O banco de couro, cinza bem clarinho, absolutamente limpo e você, mulher, menstruada.

Na verdade, nem deveria estar tão preocupada, já que troquei de absorvente logo que saí de casa para pegar a carona. Além do mais, já é o terceiro dia e o fluxo deve estar bem mais fraco do que ontem e anteontem. Mas é o carro do patrão, banco de couro, cinza bem clarinho e absolutamente limpo. Relaxa, não há de acontecer nada. Mas é o banco da frente! Não dá nem pra dar uma levantadinha de leve pra ver se não começou a acontecer algum estrago. Então o jeito é rezar. Uma hora e tantos que é o tempo que dura a viagem.

Com o desespero involuntário, começo a achar que estou sentindo um molhadinho fora do lugar. Não, não, deve ser o ar-condicionado que deixou o banco gelado, afinal, é de couro. E se não for?! Ai, meu Deus, acho que não coloquei o absorvente direito não, parece que ficou meio pra frente, na pressa de não atrasar. Calma, fica fria, lembre-se, é o terceiro dia, quase acabando, não há de acontecer nada. Amanhã, mesmo, é só uma merrequinha. E pense bem, isso já aconteceu alguma vez na sua vida? Ah, sim, claro, o suficiente para achar que vai acontecer mensalmente. Nessa de acreditar que os flocos de gel vão transformar a menstruação em uma gelatina e que os buraquinhos da cobertura não vão deixar o fluxo retornar o banco que era branco mudou de cor. Ah, mas foi só uma vez e faz tanto tempo! Só que o banco agora é de couro cinza clarinho, ainda por cima do chefe.

O melhor a se fazer é não dar moleza e contrair o que for possível para manter meu vermelhinho dentro de mim. Se eu relaxar, ele vai que vai. E se acontecer o efeito contrário? E se essa contração ajudar a espremer meu útero como uma laranja? Pensa, pensa, a lei de Murphy não é a lei de Deus, embora seja muito próxima. Repita comigo: não vai vazar, não vai vazar, óuuuuuummmmm. Está bem. Vamos em frente, confie na tecnologia. Não há de ter nada de outra cor quando você se levantar. Já estamos quase chegando. O geladinho lá de baixo, a essa altura, já nem devia estar mais geladinho, é de fato o ar condicionado te pregando uma peça.

E depois dessa uma hora e meia quase duas de agonia sufocada, chegamos ao destino. O banco? É LÓGICO, permaneceu intacto. Obviamente, fui o mais depressa possível ao banheiro para conferir se o estrago não estava iminente. Uma boa respirada profunda, cara de que não aconteceu nada. Afinal, graças ao bom Deus, à tecnologia e ao terceiro dia de fluxo, não precisei passar por esse constrangimento. Pensando bem, acho que aquela espremidinha também ajudou.

quarta-feira, março 21, 2007

Menina! Quanto tempo! Nossa! Já tá empoeirado, heim? Tá na hora de exterminar as teias de aranha! Vamos lá!
Para dar início a essa missão, uma lista com piadinhas infames de jornalista que vi há pouco no comunique-se, por Anselmo Gois:

O jornalista é sempre muito criterioso. Separa o joio do trigo. E fica com o joio.
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Só não vê quem não lê: metade dos tópicos da imprensa são balas perdidas (Millôr Fernandes).
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Um repórter de rock é um jornalista que não sabe escrever, entrevistando gente que não sabe falar, para pessoas que não sabem ler.
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Um analista político é alguém sem ética o suficiente para ser um advogado, sem prática o suficiente para ser um teólogo e pedante o suficiente para ser um economista.
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Um jornalista está com estresse. Seu analista sugere que ele tire uns dias e vá se ocupar de coisas bem simples. Ele resolve então ir para uma fazenda trabalhar como peão.
Como primeiro trabalho, o fazendeiro manda-lhe jogar esterco num campo, imaginando que o jornalista irá levar o dia inteiro. Uma hora depois ele volta para o fazendeiro dizendo que está terminado. O fazendeiro vai verificar e o serviço foi concluído eficientemente.
Ele dá então outra tarefa: separar batatas em três montes: o primeiro com as grandes, o segundo com as médias e o terceiro com as pequenas.
De noite, o jornalista não aparece. O dia seguinte ele não vai almoçar. O fazendeiro vai saber o que aconteceu. O jornalista está na frente das batatas, com apenas três batatas separadas.
- Não entendo! - espanta-se o fazendeiro - O senhor cuidou do esterco em uma hora e não consegue separar as batatas em três montes?
É que... espalhar merda é comigo mesmo.
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O que significa um cigarro de maconha em cima de um jornal?
Baseado em fatos reais!
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Dois jornalistas embarcaram em um vôo em Seattle. Um deles sentou-se à janela, o outro no assento do meio. Um pouco antes da decolagem, um economista sentou-se no assento do corredor, próximo aos coleguinhas. Tirou os sapatos, mexeu os dedos dos pés e estava se ajeitando, quando o jornalista na janela disse:
- Acho que vou levantar e pegar uma Coca.
- Sem problemas eu pego pra você - disse o economista.
Ele foi e um dos jornalistas pegou o sapato do economista e cuspiu dentro dele.
Quando ele voltou com a Coca, o outro jornalista disse:
- Parece boa, acho que vou querer uma também.
Novamente o economista foi gentilmente buscar, e o outro jornalista pegou o outro sapato do economista e cuspiu dentro.
O economista retornou com a coca e todos se sentaram, os jornalistas bebendo seus refrigerantes e o economista apreciando o vôo.
Quando o avião estava pousando, o economista calçou de volta seus sapatos e logo descobriu o que havia acontecido. Irritado, disse:
- Até quando isto vai durar esta briga entre as nossas profissões? Este ódio? Esta animosidade? Estes cuspes nos sapatos e mijos dentro de Coca-Colas?
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Um jornalista, um filósofo, um biólogo e um arquiteto estavam discutindo sobre qual seria a verdadeira profissão de Deus. O filósofo disse:
- Bem, acima de tudo, Deus é um filósofo porque ele criou os princípios nos quais o homem vive.
- Ridículo - disse o biólogo. - Antes disto, Deus criou o homem e a mulher e todas as coisas vivas, de maneira inquestionável, portanto Deus é biólogo.
- Errado - complementou o arquiteto. - Antes de criar os seres vivos, Deus criou o céu e a terra. Antes da terra só havia confusão e caos.
- Pois é - falou o jornalista. - De onde vocês acham que veio o caos?
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Qual é a maneira mais prática de um jornalista se suicidar?
Saltando de cima do próprio ego!
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Qual é a semelhança entre um jornalista humilde e o Super-Homem?
Nenhum dos dois existe.