Todos os dias, às seis da manhã, enfrento uma árdua e sofrida batalha. Mas quem tem ganhado na esmagadora maioria das vezes é ela: a cama. Bom, pra não dizer que estou no zero e completamente derrotada, consegui vencê-la uma única vez (está certo que em vinte dias).
Com a intenção de levar uma vida saudável e aproveitar essa longa avenida que fica a poucos metros da minha casa e que dispõe de um espaço especialmente reservado para isso, me dispus a fazer caminhadas. O plano era o seguinte: acordar às seis da manhã, ficar na cama até as seis e cinco (porque ninguém é de ferro), levantar e trocar de roupa. Então, fazer uns alongamentos básicos e caminhar por meia hora, curtindo a fresca brisa matutina, acompanhada de vovozinhas e vovozinhos, gordinhos e atletas, cachorros e bicicletas fazendo o mesmo que eu. Depois, essa caminhada se elevaria para um estágio misto de corridas e caminhadas até chegar ao extremo de conseguir correr daqui até lá e voltar sem ter que morrer (coisa que eu nunca consegui fazer por mais de trinta segundos sem quase ter tido um colapso). Na seqüência, uns alongamentos finais, banho revigorante, café da manhã reforçado e disposição para começar o dia.
Pois bem. Após a façanha de conseguir me livrar do quentinho do meu edredom azul uma vez, veio o bicho de pé pra fazer doer o pé. Veio também o espaçador do aparelho, TPM, chuva, enfim, vários fatores que, aliados à minha preguiça, proporcionaram essa vergonhosa série de derrotas, dando largas vantagens à minha adversária diária.
Ontem à noite, pus o celular, novamente, para me acordar às seis da matina. Dormi mais cinco minutinhos e em seguida mais deliciosos cinqüenta. Novamente, sucumbi aos chamados tentadores do meu colchão e edredom quentinhos. Só que não perco as esperanças. Nananinanão. A guerra ainda não acabou e novos combates ainda estão por vir...




